Bem Vindo à Associação REDES
BOM ANO 2012!
O DIREITO A SONHAR
Há sonhos maus. São diferentes dos pesadelos. São os sonhos falsos. Aqueles que em vez de nos mobilizarem para vencer as dificuldades do presente, se tornam parasitas da vida que vamos conseguindo. São falsos e maus porque nos fazem sonhadores no sentido preguiçoso da palavra.
Esses sonhos são os primeiros a dizer-nos, quando as dificuldades aparecem a sério, que as coisas estão tão más que não vale a pena sonhar. O que há é que ser realista para enfrentar sem fantasias a realidade dura que se nos apresenta.
São sonhos de tal modo falsos que nem deviam ser considerados sonhos.
De facto não há vida sem sonho. E o sonho que é sonho só nos pode conduzir à vida. Porque ele é parte da vida.
Uma parte de nós, do nosso dia-a-dia, é responsabilidade, compromisso e dever, cumprir horário e rotina, cansaço
e tédio. Outra parte, aquela que verdadeiramente comanda e nos dá a força para o presente e um sentido para tudo, é o sonho. É por isso que o sonho, sendo uma coisa “tão concreta e definida como outra coisa qualquer”, é a mais importante das coisas da nossa vida.
A crise que vamos atravessando funciona como um crivo que vai separando os sonhos parasitas daqueles que nos fazem andar em frente.
Uma parte importante da história da Redes foi a de restaurar sonhos daqueles e daquelas que nos honraram com um dar de mãos.
E o que esta crise veio mostrar, como o vento que sopra o pó em excesso, é que o nosso sonho fundamental, que nos fez chegar até aqui, está forte, sólido, a puxar-nos para um amanhã em que os sonhos não sejam nem luxo nem preguiça, mas um direito bonito de quem se atreve a lutar por eles.










